aconteceu de novo. e por que de novo comigo? a vida sempre me faz acreditar em flores, mas elas morrem. e quando finalmente aceito a perda, nascem outras ainda mais belas no parapeito da janela da sala.
dessa vez me roubaram algo ainda mais importante. inspiração está de volta, por todos os cantos da alma. os olhos brilham todos os dias, os sorrisos são feitos para registrar, mas ainda falta.
a falta constante, a procura incessante, o longo caminho.
nessas horas penso no mar. será que se eu sentisse de novo aquele vento batendo em meus cabelos tudo voltaria ao normal? sentada ali na areia esperando o tempo passar..
normal nunca foi a resposta certa, é, eu e esse meu jeito geminiana de ser.
sim, alguém passou aqui e me roubou. foi um furto, tão bem feito quanto o primeiro.
quem foi que fez isso comigo?
quem é você? vai, três bons motivos!
não, não me diz que foi sem querer.
é como um papel em branco, me deixe colorir!
deixarei o mesmo recado: devolva-me!
pois me sobra inspiração e não encontro mais as palavras.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
por aí;
"Me vinha a sensação de que o mundo era enorme, cheio de coisas desconhecidas. Boas nem más. Coisas soltas." (C.F.)
Está tudo assim então.
Tudo pelos ares, longe do alcance das mãos.
Está tudo assim então.
Tudo pelos ares, longe do alcance das mãos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quem sabe;
talvez ela estivesse cansada, talvez o amor fosse só um sonho. talvez o dia tivesse que nascer azul e adormecer cinza. talvez suas atitudes não tenham sido corretas. talvez aquela música a faça sorrir e na próxima ela simplesmente abaixe o volume.
talvez existam só hipóteses.
hipóteses não curam, não secam lágrimas, não saem da teoria.
talvez estivesse escrito desse jeito, e mesmo se não estivesse alguém escreveria assim.
talvez sua falta de ar fosse psicológica, talvez ela até soubesse qual era o problema, mas talvez fosse melhor não pensar. talvez o vício fosse só distração e a saudade apertasse de novo.
talvez devesse ser o fim, ou talvez até devesse nem ter existido o começo.
talvez ela só quisesse um pedacinho de eternidade.
e talvez nem tudo acima faça sentido.
talvez existam só hipóteses.
hipóteses não curam, não secam lágrimas, não saem da teoria.
talvez estivesse escrito desse jeito, e mesmo se não estivesse alguém escreveria assim.
talvez sua falta de ar fosse psicológica, talvez ela até soubesse qual era o problema, mas talvez fosse melhor não pensar. talvez o vício fosse só distração e a saudade apertasse de novo.
talvez devesse ser o fim, ou talvez até devesse nem ter existido o começo.
talvez ela só quisesse um pedacinho de eternidade.
e talvez nem tudo acima faça sentido.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
everything changes all the time;
Ela abriu os olhos e continuou ali. Pensando, lembrando, planejando. Toda manhã era a mesma coisa. Mais um dia, mais uma dúvida, mais uma solução. Sua vida andava em círculos e ela corria para andar de patins e dar estrelas no parque. Cada manhã uma mania nova, um novo livro preferido.
Continuava ali com os olhos abertos, procurando uma formiga no teto para tirá-la do tédio. Vira para um lado, vira para o outro. Barriga para baixo, barriga para cima. Mais um minuto e outro pensamento intrigante, uma nova música predileta.
De olhos fechados enxergou o mesmo. Abriu os olhos devagar, bem lentamente, com medo do que podia ver ali. Sentou-se. Estralou cada um dos dedos das duas mãos. Ficou ali por alguns minutos batendo os pés no chão, no ritmo da música. Olhou para o relógio: era a hora!
Continuava ali com os olhos abertos, procurando uma formiga no teto para tirá-la do tédio. Vira para um lado, vira para o outro. Barriga para baixo, barriga para cima. Mais um minuto e outro pensamento intrigante, uma nova música predileta.
De olhos fechados enxergou o mesmo. Abriu os olhos devagar, bem lentamente, com medo do que podia ver ali. Sentou-se. Estralou cada um dos dedos das duas mãos. Ficou ali por alguns minutos batendo os pés no chão, no ritmo da música. Olhou para o relógio: era a hora!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
eles vão voltar;
Você vê o que eu vejo?Você sente o que eu sinto?
Olhe, amor, veja as nuvens ali perto do sol..
Você consegue enxergar nossos sonhos atrás delas?
Eles estão ali, partindo, indo embora. Acene!
Não, não se preocupe.
Não faça essa cara.
Eles voltam um dia, você sabe que o tempo sabe o que faz, não é?
Foi você que me fez acreditar.
Eles voltarão..
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
o mundo na minha mochila;
Me vejo em outros rostos, outras pessoas, outras vidas.. Outras trilhas, outros caminhos. Me vejo em pessoas ao redor, pessoas que passam pelas calçadas movimentadas da minha rua. Me vejo em pessoas conhecidas, amigos, familiares, cachorro e peixe no aquário. Me vejo na televisão, nos comerciais, no noticiário das oito.
Sim, ainda assim estou sozinha.
Trago comigo lembranças e sonhos, paz e amor, calmaria e raiva, tristeza e felicidade, dias e anos, fatos históricos ou apenas memoráveis, flores e flertes, acasos e destinos que se traçaram, saudade e ansiedade pelo que está por vir, esperança.
Trago o mundo na minha mochila.
Sim, ainda assim estou sozinha.
Trago comigo lembranças e sonhos, paz e amor, calmaria e raiva, tristeza e felicidade, dias e anos, fatos históricos ou apenas memoráveis, flores e flertes, acasos e destinos que se traçaram, saudade e ansiedade pelo que está por vir, esperança.
Trago o mundo na minha mochila.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
random;

1 - abra a "wikipedia." clique em “random... read more”. o primeiro artigo ao acaso que você achar é o nome de sua banda.
2 - vá em "random quotations". as últimas quatro ou cinco palavras da última citação da página é o título do seu primeiro álbum.
3 - abra o flickr e clique em “explore the last seven days”. a terceira foto, não importa o que seja, é a capa do seu álbum.
4 - ponha tudo junto no photoshop e faça a capa do disco.
5 - mande para seus amigos otários que você sabe que vão perder tempo fazendo isso também.
(sim, sou nerd!)
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