segunda-feira, 19 de maio de 2008

"Sometimes it feels like the world is getting smaller every new day, that our lives keep getting even shorter and senseless, that those familiar walls are closing in. That's the same feeling of when a friendship dies, an old love is lost, when you regret something you should not have don or should have, or even when someone dear is taken from you. For once all the colors around you slowly fade
and become gray. The food you ate with so much satisfaction, now you can barely taste, every breath you take feels like another part of your own sorrow inside your lungs. The sun makes you blind, the moon seems to share your pain and every time you look outside your dark room makes you want to give it all up. Your heart, that was always so alive and warm, now is empty and cold, and only beats fairly enough so you can still stand by the end of the day… And then you see you can’t feel nothing anymore neither the wind touching your skin, or the rain falling down on you…
Sometimes it feels like life itself is being pulled out of me but then again the slightest thought of you brings back all life I ever had, I feel my heart beating, even harder than before, and somehow I see the color of the sky and the beauty of the sun one more time, and the only thing I can remember is your face…then it all makes sense again.


Sometimes it feels like.. I’m in love" (Jimmy)

:)

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Usava o uniforme do antigo colégio para dormir, era quentinho, dois cobertores, dois travesseiros, se espalhava naquela cama grande, sozinha. Relia as mensagens no celular, ouvia alguma música, virava para o lado e dormia.
Como de costume lá pelas sete horas da manhã despertava, dava umas voltas na cama, ligava a tv a fim de achar algo que a interessasse, desligava a tv, voltava a sonhar. Sonhar sempre foi um de seus passatempos preferidos, sonhos azuis e felizes estavam lhe completando as horas de sua noite de sono, os pesadelos tinham ido embora, não haviam mais preocupações.
Acordava bem cedo, abria a janela e via aquele dia cinza, debruçava-se sobre o parapeito e lá no alto, bem lá em cima mesmo, via a pontinha do sol entre as nuvens. Sorria e ganhava o dia.

Ela estava bem, muito bem.


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Depois de uma xícara de chá, uma música calma para um dia frio e um abraço de cinco minutos ela estava (um pouco) melhor. As vezes se sentia totalmente frágil, pobre, fraca, sem sentido no mundo.. Mas isso sempre passava depois, e ela sabia.
Tinha medo do amanhã, do que ela podia perder, e até do que ela podia ganhar. Não temia um dia ha tempos como estava temendo agora, lágrimas já se faziam normais desde então. "Certas coisas não mudam", ela repetia várias vezes em frente ao espelho, segurando seus cabelos com as mãos e olhando para seu olho, num olhar profundo, dolorido, amedrontado.
Ela tinha certeza que depois de um ano tudo estaria de novo no lugar, tinha certeza de que seu inferno astral ia acabar logo, e com ele iriam todos os problemas como foi das outras vezes, mas ainda assim temia.
Então ela se lembrou daquele motivo bom para sorrir, do quanto estava contente, do quanto acordar cedo e ver o sol pela janela do seu quarto tinha feito total diferença.
Mistura de sentimentos e sensações, ela vai sobreviver, de novo.