quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ao anoitecer;

Apago a luz do dia para viver a escuridão
Deixo clara somente a imaginação
Me fecho

Ao anoitecer, respiro aliviada
As cortinas conversam com o vento
Voam vagarosamente

As estrelas gritam caladas
Ao longe, se desesperam, uma após a outra
Não se acendem mais

Abro os olhos e a claridade me enche
Transbordando cada pedaço do meu espírito
Como sonhos diferentes a cada manhã

Me abro ao céu
Deixo escorrer a lágrima, transformo-as em nuvem
Me deixe brilhar



4 comentários:

Pedro disse...

a lágrima que vira nuvem e minha felicidade que se tornou você.

Tá lindo.

Sunahara disse...

Uau!

A sua escrita já passou da fase brilhante. Agora, não é fase: é um constante.

Beijos

Joninhas Santos disse...

Preciso passar por aqui mais vezes, curti mto!

Joninhas Santos disse...

Preciso passar por aqui mais vezes, curti mto!