segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ela observa o céu. De noite observa as estrelas, as constelações e como elas brilham... Observa como elas iluminam as noites bonitas e odeia quando elas se ausentam.
De manhã cedo, ela observa aquele céu de brigadeiro, azul... Sem uma nuvem, sem muito sol, e sente aquela paz invadindo seu corpo todo, o céu azul lhe dá equilíbrio, lhe alivia qualquer dor, faz com que um sorriso se instale em seu rosto mesmo sem ela notar.
As vezes no meio da correria do dia-a-dia, aquela que ela quase não tem, ela para e observa aquele céu do meio-dia, aquele sol forte que cega os olhos, que faz ela enxergar bolinhas verdes por alguns instantes. Aquele céu que cansa, que dá vontade de sentar e tomar um sorvete na praça, ou ir dormir um pouco depois de almoçar.
Mas o que ela mais gosta é o céu do fim-da-tarde, aquele imprevisível, aquele que ela espera ansiosamente todos os dias para ver como vai estar, aquele que não tem hora certa, nem cor certa. Pode ser só cinza, como pode ser vermelho, azul escuro, laranja. Um dia quando ela olhou pro céu no fim-da-tarde ele estava assim, meio rosado, cheio de nuvens cinzas, cheio de sonhos, de conquistas, de saudades. Nesse o céu dizia a ela mais do que ele costumava dizer, dava mais paz do que ele costumava dar, passava mais calma, mais conforto do que o de costume. Aquele dia o céu viu o quanto ela estava feliz e tratou de colorir pedacinho por pedacinho, fazendo mais um dia valer a pena.

Hoje andava com uma amiga pela Av. Paulista, quando olhei pra cima e parei, tirei a máquina da bolsa e bati a foto, obrigada céu por até você estar mais bonito ultimamente.

Um comentário:

Dennis disse...

Belo texto, Gabi.
Que orgulho da prima que tenho.....
Falando nisso, você terá que nos visitar assim q a obra acabar (olha, até rimou)...
bjs