sexta-feira, 11 de setembro de 2009

sobre gotas d'água;

Certo dia ela estava olhando pro céu, pra lua, pras nuvens, procurando aquelas estrelinhas que ficam escondidas entre as nuvens no final da tarde. O céu estava cinzento, escurecia cada minuto mais, raios e trovões e a luz do bairro que já tinha ido embora.
Então, água! Eram tantas gotas, tantas..
Elas iam se acumulando e inundando lugarzinhos pelo pátio do prédio, iam molhando o mendigo que dormia ali no dobrar da esquina, iam molhando a senhora que voltava do supermercado, ia molhando a pré-adolescente que voltava calmamente a pé do colégio, ia molhando a mãe que levava um bebê pra passear, ia molhando os carros, os ônibus, os caminhões, as calçadas, as ruas, a cidade.
Tantas nuvens carregadas de milhares de gotinhas que aos poucos iam molhando suas mãos que agora estavam estendidas pela janela, gotas geladas, refrescantes, vivas.
Abriu a porta, desceu as escadas e levantou as mãos para o céu..


A chuva limpou, acalmou a alma.
E esquentou o coração.

4 comentários:

Alexandre Ciszewski disse...

Já falei que quero escrever o prefácio do se livro?! ;P

Alexandre Ciszewski disse...

corrigindo: do SEU livro... =)

Paulinha disse...

aleluia, ela chorou!

Anônimo disse...

Que estendamos nossas mãos aos ceus, esperando pela chuva que lava nossa alma e purifica os sentidos. =]

cheio de amor e mensagens boas.

=*